
Mas... Eu não posso fazer isso.
Pensei também em excluir do mapa pra que ninguém nunca mais leia esses posts vergonhosos, mas... Eu também não posso fazer isso. Eu não consigo fazer isso, são as minhas memórias, as minhas percepções da época, o jeitinho divertido e sem noção que eu escrevia, a forma que eu colocava humor nas coisas mais absurdas. Eu não posso excluir isso. Poderia colocar nos rascunhos, é uma boa ideia, mas ai. Ai. Eu teria que abrir mão de todos os comentários dos meus amigos que fiz na época. Thom, Nyu, Any, Hina, Lives, Helo, Diego. Eu não posso, eles são especiais demais pra mim. Alguns deles excluíram o blog há tempos, o único contato que tenho pra lembrar deles são os comentários carinhosos que deixaram aqui, e eu não posso e não quero me livrar disso. Não quero esquecer que, mesmo eu sendo um adolescente horrível de 14 anos que falava coisas absurdas, essas pessoas gostavam de mim de verdade, foram minhas amigas de verdade.
Eu não vou apagar nenhum post, nem reverter pra rascunho. Isso é uma decisão que, hoje em dia, eu sei que me custaria um cancelamento dos graves, eu realmente falava muita merda aqui. Eu sei que todo mundo pode entrar aqui e ter acesso a essas postagens pelo mapa do blog, mas eu vou correr o risco porque eu não quero negar tudo aquilo que eu fui. Esse blog é um memorial do meu desenvolvimento e vai continuar sendo.
O engraçado é que eu tô me sentindo aquelas celebridades mirins que fazem um monte de merda e tentam o tempo inteiro se desvencilhar de tudo, mas a mancha fica pra sempre. Exceto que eu não sou celebridade e provavelmente ninguém liga.
Ninguém liga. Saber que ninguém liga é libertador. Porra, quem me cancelaria? Quem ligaria o suficiente pra fazer um inferno na minha vida? Saber reconhecer a própria insignificância é uma das coisas que mais me fazem feliz, uma das coisas que mais refutam minha insegurança.
Então, para quem é novo aqui: Fuce o blog com criticidade, a maioria das coisas que estão aqui não refletem o que sou atualmente. Tem umas coisas que são vergonhosas demais, mas tudo bem, um dia fizeram parte de mim.
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